Dor de cabeça

A baixa oferta de conversores de TV digital no varejo é preocupante, visto que o sinal analógico será interrompido em pouco mais duas semanas e mais de 1,5 milhão de pessoas ainda não estão preparadas, o que pode causar um “apagão” do sinal.

“São Paulo representa o maior desligamento de sinal analógico já feito no mundo”, afirma Marcelo Zuffo, professor do departamento de engenharia de sistemas eletrônicos da Escola Politécnica da USP.

“Vamos enfrentar problemas. Muitos dirão que não sabiam que isso ocorreria ou que não encontraram conversores de sinal digital à venda.”

De graça

Para tentar contornar o problema, a Seja Digital – empresa criada pelas operadoras para coordenar a preparação para o desligamento do sinal analógico – está distribuindo kits gratuitos para moradores da Grande São Paulo que sejam cadastrados no Bolsa Família ou Cadastro Único, programas sociais do governo federal. Cada família tem o direito de receber uma antena, um receptor e um controle remoto.

No total, a Seja Digital pretende entregar 1,8 milhão de kits de conversores na região metropolitana de São Paulo – até agora, pouco mais de 500 mil foram distribuídos.

“Estamos otimistas com o desligamento do sinal analógico”, afirma a gerente regional de São Paulo da Seja Digital, Cecília Zanotti. “Temos entregado uma média de 100 mil kits por semana e estamos fazendo uma divulgação agressiva. Vamos alcançar o número de pessoas necessárias.”

Para especialistas, no entanto, é impossível alcançar toda a população da Grande São Paulo antes do desligamento.

“Algumas pessoas assistem os comerciais sobre o fim da TV analógica ou veem avisos durante a programação, mas não entendem o que significa”, afirma Kiçula, da Eletros. “Para completar a transição, o governo precisará fazer um trabalho detalhista. Não será fácil, e o governo vai ter vários problemas pelo caminho.”

Para Zuffo, da USP, a transição será dolorosa, mas benéfica. “O sinal digital é um grande avanço para o Brasil”, diz.

“As pessoas vão ligar o conversor na TV e vão levar um susto, já que a imagem é muito melhor, sem sombras e não há ruídos ou falhas na transmissão”, diz o pesquisador. “Não podemos atrasar todas as inovações que virão no campo dos televisores.”

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28/03/2017

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