Opções de sistemas de navegação usados para guiar corridas têm diferenças; chegada do GPS da Uber reflete investimento da empresa na área de mapas.

 

*Por G1 | 21/07/2017

Os motoristas da Uber não podem reclamar se ficarem perdidos. O aplicativo do serviço de transporte possui três serviços de GPS: Waze, Google Maps ou o mapa da Uber.

Optar por um serviço de navegação ou por outro faz diferença no fim da corrida? Fica mais caro?

 

A resposta para essa pergunta passa pela compreensão de como a Uber usa os mapas em sua plataforma. Alguns dos recursos cartográficos exibidos no app são feitos sob o Google Maps e outros são criados com tecnologia própria.

 

Escolher qual GPS a ser usado em uma viagem no Uber pode até poupar alguns minutinhos. Mas não vão fazer você deixar de gastar um centavo sequer.

 

As viagens são cobradas de acordo com um cálculo feito antes de o motorista pisar no acelerador. Tempo e distância são levados em conta, sim. Mas as duas variáveis são medidas de acordo com os indicadores do GPS da Uber. Depois disso, escolher entre Waze, Google Maps e o sistema da Uber não é nada além de uma opção estética.

·         Você prefere atualizações em tempo real do trânsito e vozes usadas como guia do Waze? Dizem que o Gru, de “Meu Malvado Favorito”, é até que engraçadinho.

·         O Google Maps recebe informações de tráfego enviadas pelos celulares Android que estão nas ruas, além de dados do Waze.

·         O sistema da Uber recebe informações viárias, mas dos aplicativos da própria empresa. Outras informações partem da plataforma TomTom.

·         A migração de motoristas de um serviço de navegação para outro acontece quando uma das plataformas apresenta problemas.

Foi o que ocorreu em abril, quando o Waze fez uma atualização que impedia a integração com a Uber. Segundo a empresa de transporte, o problema foi reportado por condutores, que passaram a usar o Maps. Mas essa migração quase completa durou só dois dias.

 

 

·         US$ 500 milhões investidos em mapas

Desde 2015, a Uber adquire empresas que desenvolvem recursos para mapas – até as tecnologias dos mapas do Bing, da Microsoft, foram compradas.

No ano passado, a empresa anunciou que investiria US$ 500 milhões na criação de seu sistema próprio de GPS. O executivo escolhido para gerenciar essa área na Uber foi Brian McClendon, que trabalhava no Google com... Maps e Google Earth. Como resultado, desde março, os motoristas ganharam uma nova alternativa de guia pelo tráfego da Uber.

Até então, escolhiam entre Waze e Maps, do Google. A opção pode ser mudada nas configurações antes das viagens. Quando os condutores pegam um passageiro, o app da Uber abre o aplicativo de preferência para iniciar a viagem. Ao fazer isso, as opções de trajeto já estão lá, assim como o ponto de chegada, que é exatamente o informado pelo usuário.

A diferença está aí. Se optar pelo GPS da Uber, o motorista não precisa esperar um segundo app abrir nem carregar a rota. O sistema já exibe a primeira curva a ser feita desde que o carro chega ao ponto de partida.

 

"Uma vez que o motorista completou uma corrida de forma bem sucedida, é importante que a navegação já esteja pronta com a melhor rota para a próxima viagem", explica Cady Wachsman, gerente de cartografia da Uber, em março.

 

Outra diferença é que ele é capaz de sugerir os lugares para o passageiro ser apanhado e para o motorista parar, quando chegar ao ponto final (exemplo: em um shopping, o endereço inserido pode ser alterado se a plataforma decidir que outra entrada é melhor).

Por trás disso, está um sistema de inteligência artificial que aprende conforme viagens são feitas para aquele lugar e partindo dele.

 “Os mapas existentes foram um bom ponto de partida, mas algumas informações não são tão relevantes para o Uber, como topografia oceânica”, afirmou McClendon em entrevista recente.

Quanto custa um ERP?

Final da TV Analogica

Os pilares da Inovação de Marca