ANO 04 – INFORMATIVO Nº 41 – GLOBALBLUE

“Vestir a camisa, respirar trabalho, dar o sangue... são alguns termos tão usados na atualidade que, parecendo algo obrigatório (e, portanto, admirável), podem mascarar um caminho de exageros que culmina no esgotamento físico, mental e emocional do profissional.”

 *Roberta Nevoni | Psico One | 28 de Setembro de 2017

 

Esgotamento Profissional (Burnout) e Setembro Amarelo

Estamos falando da Síndrome de Burnout, que atinge 30% dos profissionais brasileiros (Isma-BR, International Stress Management Association no Brasil – 2013/2014).

É comum que o estresse ocorra numa promoção, em um novo projeto, num novo emprego ou diante de novas responsabilidades. Pode também ser confundido com a Depressão e a Síndrome do Pânico. Mas o Burnout se diferencia do estresse ocupacional, por este último não impedir que a pessoa continue trabalhando com eficiência.

Descrita pelo psicólogo teuto-americano Herbert Freudenberger (1974), o Burnout é um fenômeno Psicossocial relacionado diretamente com a situação laboral, caracterizado pelo esgotamento físico e mental do profissional. A pessoa entra num modo automático de funcionamento, com pouca concentração e desânimo, se destacando a irritação e a sensação de incapacidade para as atividades que desempenha, o que também acaba se ampliando para outras atividades e relações não –profissionais nas quais atua.

Como sintomas, as pessoas acometidas apresentam um quadro de constante fadiga e cansaço, passando a ter distúrbios no sono e na alimentação, dores musculares, irritabilidade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, agressividade, pessimismo, comportamento de isolamento e baixa autoestima.

Um perigo bastante comum é o envolvimento com álcool e drogas por acreditar que essas substâncias trazem o relaxamento necessário diante da angústia sentida. Desta forma, a Síndrome está associada tanto diretamente quanto indiretamente, ao Suicídio.

No mês de Setembro comemoramos desde o ano de 2015, o SETEMBRO AMARELO (mês de Conscientização e Prevenção ao Suicidio), e é uma ótima oportunidade para lembrarmos da importância do assunto e das estatísticas de suicídio. Apesar da dificuldade de vincular a quantidade de suicídios ocorridos no ambiente e por causa do estresse no trabalho, já que nem sempre são registradas as causas destas mortes, eles são 800 mil por ano, uma a cada 40 segundos (OMS – Organização Mundial da Saúde) e podem ser prevenidas quando identificadas. 

Como tratar?

Quando diagnosticado, o primeiro passo para o Tratamento, costuma ser o afastamento do trabalho – com direito à licença médica ou até aposentadoria por invalidez pela legislação atual. O tratamento complementar que une medicamento (acompanhamento médico) e Psicoterapia, é indicado. Mas, principalmente, é necessária a mudança de hábitos.

Como podemos prevenir a Síndrome de Burnout?

1.      Desconecte-se do trabalho nos momentos de lazer e finais de semana.

2.      Perfeccionismo é uma medida subjetiva. Prefira a Excelência, essa sim é possível.

3.      Preste atenção nos sinais do corpo.

4.      Permita-se relaxar, inclusive com intervalos regulares durante o trabalho.

5.      Evite medicamentos sem acompanhamento médico e outras substâncias que podem mascarar os sintomas, como álcool e drogas para lidar com o estresse.

6.      Organize seus recursos (tempo, finanças, materiais, emocionais).

7.      Tenha hábitos mais saudáveis de vida.

8.      Faça um bom planejamento social, econômico e de saúde.

9.      Reavalie o esforço adicional que é temporário, diferenciando do esforço adicional que passa a ser condição continuada no trabalho.

10.      Desenvolva processos que favoreçam o auto-conhecimento e a identificação de como melhorar a Qualidade de Vida no Trabalho.

Pratique o auto-conhecimento e conheça os sintomas para, através da identificação, poder prevenir e ajudar a si e aos outros de maneira eficiente. 


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