ANO 05 – INFORMATIVO Nº 77 – GLOBALBLUE

*DCI| WWW. DCI.COM.BR | SÃO PAULO | 01 de Novembro de 2018

 

 “Dona da marca Vivo, a Telefônica Brasil só começará a investir montantes mais expressivos na tecnologia 5G a partir de 2020, afirmou o presidente da operadora, Eduardo Navarro, durante audioconferência”..

“Todos os investimentos que estamos fazendo em fibra óptica nos deixam preparados para o 5G, mas não vislumbramos grandes investimentos [para a tecnologia] no próximo ano. Talvez em 2020”, sinalizou o executivo, indicando que a novidade não pressionará o capex da operadora no curto prazo.

Ainda assim, Navarro projeta uma alta nos aportes da companhia, que apresentou resultados do terceiro trimestre ontem (30). Segundo Navarro, o capex da operadora deve rondar os R$ 9 bilhões em 2019 e 2020.

Ao fim de 2018, a perspectiva é de cerca de R$ 8,5 bilhões em aportes, dos quais R$ 6,079 bilhões já foram investidos até o mês de setembro. O valor representa alta de 14% em nove meses e de 9,4% no terceiro trimestre (para R$ 2,393 bilhões). O aumento das coberturas 4G e 4G+ foram os focos, ao lado da ampliação da rede de fibra até a casa do consumidor (FTTH).

Também no terceiro trimestre, a receita líquida apresentada pela companhia foi menor que o esperado pelo mercado, registrando baixa de 1% e somando R$ 10,777 bilhões. Segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual, ainda foram “decepcionantes” as receitas de serviços móveis, que também recuaram 1% no trimestre – para R$ 6,293 bilhões.

O banco de investimentos classificou o segmento pré-pago como principal responsável pela queda. Em um ano, o gasto médio mensal de usuários (ARPU) da categoria recuou de R$ 13,5 para R$ 11,6. Já a base total de usuários pré-pagos derreteu 10% no período, para 35 milhões de chips.

Vice-presidente da companhia, Christian Gebara relacionou a queda na receita da modalidade com questões macroeconômicas como o desemprego. O executivo também afirmou esperar “mais racionalidade” de competidores nos próximos meses, em oposição ao momento de “agressividade” nos preços vivenciado no segmento pré-pago.

Segundo Gebara, a tele está “evitando ser tão agressiva” na modalidade, focando em ofertas que incentivem a migração de clientes pré-pagos para planos híbridos e pós-pagos.

Entre os clientes pós, a base da companhia cresceu 10,5%, atingindo 39,4 milhões de chips ativos ao fim de setembro. Entre eles, o ARPU se manteve estável em um intervalo de um ano: R$ 51,5.

De modo geral, a operadora registrou um lucro líquido de R$ 3,168 bilhões no trimestre (alta de 159%) e de R$ 7,339 bilhões em nove meses (+139%). Os números foram fortemente impulsionados por um fator não recorrente – ou o efeito positivo de R$ 1,3 bilhão em créditos fiscais gerado por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que beneficiou a empresa ao excluir o ICMS da base de cálculo das contribuições do PIS/Cofins.

Ainda no terceiro trimestre, o Ebitda da tele cresceu 5,3% (para R$ 3,871 bilhões), beneficiado por um “sólido esforço de corte de custos”, conforme palavras do BTG Pactual; eu um ano, o opex caiu 4,2%. Após a divulgação dos resultados, as ações ordinárias da Telefônica Brasil na B3 subiram 8,6% e as preferenciais, 14,3%.

 

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