ANO 05 – INFORMATIVO Nº 90 – GLOBALBLUE

*PAULA CRISTINA | dci | www.dci.com.br | SÃO PAULO | 11 de Dezembro de 2018

 

“No Rio de Janeiro cerca de 46% dos escritórios vão fechar 2018 vagos; previsão é que alta na ocupação seja gradual”.

 

A descoberta do pré-sal, o câmbio favorável e o crescimento da economia em 2012 sinalizavam a um cenário promissor de negócios nas regiões portuárias. Diante disso, o crescimento de escritórios em locais próximos aos terminais disparou e a vacância nesses espaços virou um problema quando a crise chegou.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o mercado de escritórios próximo ao porto fechará 2018 com vacância estimada em 46%, segundo um levantamento da RealtyCorp.

De acordo com os dados apurados pela consultoria, o estoque total de escritórios da região portuária do Rio de Janeiro é de 375 mil m². Desse total, só 17% se encaixam na categoria office (pequenas salas comerciais) enquanto o restante se encaixam em padrões de Classe A e Classe A+, B e C. (veja mais informações no gráfico).

“Apesar de alarmante, esse indicador de vacância já foi pior. No auge da crise, alguns locais no Rio tinham mais da metade dos escritórios vagos”, comentou o especialista em mercado imobiliário comercial e professor da Universidade Federal do UFABC, César Longo.

Segundo o estudo da RealtyCorp entre 2014 e 2016 o volume de eficícios Corporate (que se encaixam nas categorias A e A+) mais que dobrou, sendo 82% deles classificados com o mais alto grau na escala de qualidade.

“Em função da alta vacância e do quadro econômico ainda incerto no Rio de Janeiro, os investidores e proprietários estão praticando condições comerciais bem agressivas visando, principalmente, atrair as empresas que hoje ocupam escritórios no centro da cidade”, dizia o relatório da consultoria.

São Paulo

O levantamento mapeou ainda a situação dos escritórios na cidade de São Paulo, que é hoje o coração financeiro do País. Segundo o estudo, hoje a cidade soma 15,89 milhões de metros quadrados (m²) em escritórios, sendo que 68% deste universo dentro de edifícios corporates e 32% classificados como office. Do estoque total, 14% são compostos por edifícios Corporate A+, 10% se enquadradam como A e a maioria (44%) nas classes B e C.

De acordo com o estudo, o volume do Novo Estoque Corporate Classe A e A+ que está sendo lançado na cidade de São Paulo neste ano voltou a ser superior ao volume da absorção líquida prevista para o mesmo universo. “Como podemos observar, nos últimos sete anos foram entregues 2,5 milhões de metros quadrados, pórem, neste mesmo período, tivemos uma absorção líquida pouco maior que 1,5 milhão de metros quadrados, resultando em um crescimento de quase um milhão de metros quadrados vagos no universo A e A+”, completava a análise.

Dos 20,5 milhões de m² em galpões logísticos que o Brasil tem hoje, cerca de 12,2 milhões estão no Estado de São Paulo, ou 60% do estoque nacional. Diante da retomada da economia, a ocupação desses galpões apresentou leve melhora entre o segundo e o trimestre deste ano, passado de 24,2% para 23,9% no período. Segundo a ReltyCorp, o preço médio cobrado na locação destes espaços em São Paulo gira em torno de R$ 18,07/m². “A média nos preços pedidos de locação caiu nos eixos Fernão Dias, São Paulo [Capital] Castelo Branco e Bandeirantes/Anhanguera, enquanto Anchieta/Imigrantes Regis Bittencourt e Dutra SP subiram”, diz o estudo. A maior vacância está na Bandeirantes, que tem 45% da oferta total do estado.

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