ANO 06 – INFORMATIVO Nº 95 – GLOBALBLUE

* Roberta Nevoni | conteudo proprio | SÃO PAULO | 06 de Março de 2019

 

“Será que estamos mesmo dizendo o que queremos dizer?.”

Hoje em dia todos tem o que dizer sobre tudo. Parece até que somos obrigados a ter opinião sobre todas as coisas, o que nos força a manter uma posição inclusive, sobre o que desconhecemos. Todos se tornaram especialistas em tudo!

É cada vez mais comum ver em redes sociais, pessoas opinando sobre textos que não leram, sobre notícias falsas que nem sequer checaram, criticando notícias sarcásticas de sites que conhecidamente brincam com o absurdo, levando a sério e ofendendo de forma desproporcional os humoristas que mostram as incoerências sociais cometidas.

Mas parece que o importante não é mais averiguar. Menos ainda tentar entender. Até porque isso tem ficado cada vez mais difícil quando as notícias não são mais neutras, já tendo a opinião impresso junto ao relato.

Títulos distorcem a notícia ficando difícil vincular ao conteúdo que vem a seguir.  Sim, existe a manipulação.

Mas existe também a comunicação de má qualidade não intencional. Na maioria das vezes, não consciente. Será que estamos mesmo dizendo o que queremos dizer?

É uma característica cultural do brasileiro não querer magoar ninguém e no excesso de delicadeza e sutileza, não passar o recado. Ao mesmo tempo, temos hoje um movimento que defende a ideia de que devemos simplesmente dizer o que pensamos, pois isso significaria autenticidade.  O problema seria de quem ouve. Quem fala o que quer, parece esquecer que nem sempre é bom estar do outro lado – ainda é uma boa referência, apesar de óbvia, não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você!

Um certo cuidado com os extremos é sempre importante. Buscar o equilíbrio entre dois pontos não significa ficar em cima do muro. É necessário pensarmos numa comunicação clara, dinâmica e que alcance o resultado proposto. Vai direto ao ponto com objetividade, sem deixar dúvidas do seu conteúdo, mas também sem ofender. Não dá margem a engano e não é agressiva. Estas são as características de uma Comunicação Assertiva.

Uma comunicação que não seja desta forma assertiva, cria problemas nos processos e até mesmo nos relacionamentos interpessoais. A comunicação assertiva, por outro lado, evita ou até soluciona conflitos.  Aprender a se expressar de forma verbal e não verbal, na vida profissional e pessoal, é chave para o sucesso.

Algumas dicas para uma comunicação mais assertiva:

1.      Exercite a empatia – Busque entender melhor os sentimentos, motivos para agir e pensamento das outras pessoas, escute-as e observe-as com mais atenção.

 

2.      Aprenda a dizer não – Aprenda a se respeitar dizendo não quando isso for necessário, aprenda quando e pra quem dizer não, aprenda a não ceder com insistências por medo de não ser aprovado ou amado.

 

3.      Pratique o Autoconhecimento – Procure se conhecer melhor, conhecer e entender melhor seus sentimentos, motivações, dificuldades e desejos. Conheça e respeite seus próprios limites, saiba do que não está disposto a abrir mão. É necessário trabalhar a autoconfiança e autoestima também para se tornar uma pessoa mais assertiva.

 

4.      Seja flexível: Não tenha medo de mudar de opinião ou se expor a novas situações. Comunicar claramente seus desejos e objetivos é essencial para a assertividade.

 

5.      Analise a situação – Busque entender o que está acontecendo e não julgar as pessoas envolvidas, especialmente com a subjetividade, percepções prévias, fofocas e opiniões alheias.

 

6.      Seja claro: Evite fazer rodeios e ser muito sutil, falando de maneira confusa ou inventando desculpas para evitar conflitos.  Seja sincero e objetivo ao passar um recado, mas nunca humilhe. Não generalize, fale do problema, de comportamentos e situações, mas nunca aponte a pessoa como sendo o problema.

 

7.      Verifique – Analise como está sua comunicação, converse com a outra parte, verifique se ela está te entendendo, se o tom de voz está adequado, se você está sendo hostil, se o vocabulário é compreensível. Observe a reação do seu interlocutor e considere o impacto da sua fala no outro.

 

8.      Observe e Treine – Observe o comportamento de pessoas assertivas e aprenda com elas, entenda e treine este comportamento até tornar-se mais confiante e criar um novo hábito.

 

9.      Esteja disposto a ceder – Isso não significa ultrapassar seus limites, mas encontrar um equilíbrio e fazer concessões diferentes para solucionar conflitos de maneira construtiva.

 

10.    Substitua acusações por sentimentos -  ao invés de dizer o que o outro faz (“você me magoa”), diga o que sente com isso (“eu fico magoado quando isso acontece”), permitindo quebrar a resistência da outra parte sem e iniciar uma conversa construtiva. Fale de situações e não de pessoas.

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